FALTAM ALGUNS REPAROS E POSTAGENS
Universidade Federal do Pará - UFPA
Instituto de Ciências das Artes- ICA
Escola de Teatro e Dança da UFPA - ETDUFPA
Licenciatura Plena em Dança - 2012
Stephany de Paula Castro
Braga
A dança das cobras no
Festival do açaí, em Igarapé-miri.
BELÉM-PA
2013
Projeto de pesquisa
apresenta por Stephany de Paula Castro Braga, como requisito para a obtenção de
crédito na disciplina de Metodologia de pesquisa.
A dança das cobras no
festival do açaí, em Igarapé-miri.
Bibliográfica documental
de campo.
BELÉM-PA
2013
SUMÁRIO- PROVISÓRIO
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Contextualização.................................................................
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Delimitação..........................................................................
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Objetivos..............................................................................
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Justificativa..........................................................................
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Problematização
e hipótese............................................... 9
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Estado
da arte..................................................................... 10
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Metodologia........................................................................
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Anexos................................................................................
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DELIMITAÇÃO
Igarapé-miri
é um município do Pará, e é conhecido como “a capital mundial do açaí”, por ser
o maior produtor do referido fruto. De origem indígena, traduzido da língua
tupi que dizer "Caminho de canoa pequena" - Apé
("caminho"), Ygara ("canoa") e Mirim ("pequeno").
É um município que tem uma cultura muito rica, que foi se perdendo com tempo,
mas que agora está sendo resgatada e vista com bons olhos. O município
apresenta várias atrações turísticas, entre as quais estão às festividades, destacando-se
a Festividade de Santana, Festival do Camarão e Festival do Açaí. Neste ultimo
tem como principal apresentação artística a “Dança das Cobras”.
A
Dança das Cobras de Igarapé-miri faz alusão à lenda da cobra grande, personagem
fantástico do imaginário amazônico.
A
COBRA GRANDE DA PONTA NEGRA: A estória da Cobra Grande da Ponta Negra começa em
uma tribo de índios que habitavam as margens do igarapé Tantin na confluência
com o rio Mamangal com a morte do cacique que havia sido assassinado pelo seu
próprio filho e esposa que na verdade era amante, a tribo teve que se mudar
daquela região. Mas ao passarem pelo rio Meruú foram atacados pelos Camarapins
que eram seus rivais. A Deusa da Vingança dos Anam. - Mas apareceu montada em
sua enorme cobra de estimação que morava no rio Mamangal, como a deusa era a
protetora daquela tribo rogou uma praga nos Camarários que de cem em cem anos
nasceriam naquela tribo duas crianças encantadas em cobras. Com o êxodo da
tribo a cobra Grande não os pode acompanhar pelo seu tamanho descomunal ela
continua morando no rio Mamangal na localidade Ponta Negra onde é
frequentemente vista pela população ribeirinha daquela região
A COBRA GRANDE DO JATUÍRA: A lenda da Cobra Grande
Jatuíra teve início na maldição que a Deusa da Vingança rogou na tribo dos
Camarapins que de cem em cem anos nasceriam naquela tribo duas crianças
encantadas em cobras. Desesperados os Camarapins apelaram para sua deusa
protetora a Deusa da Redenção, que disse que iriam nascer duas crianças cobras,
e para quebrar o encanto teriam que pingar o leite de uma índia que não fosse a
mãe das cobras na testa da cobra macho em forma de triângulo. Mas no momento em
que as cobras nasceram não havia na tribo outras mulheres de parto. E assim se
foi até que a civilização chegou e as duas tribos se extinguiram, mas no rio
Cají afluente do Meruú os descendentes dos Camarapins continuavam morando. O
tempo passou até que de um casal de ribeirinhos nasceram duas cobras uma foi
morta pela parteira e a outra batizada de Rosalina e solta no rio Caí. O tempo
passou e o fato foi esquecido por todos, e Rosalina cresceu no fundo do rio
Caji. Até que a família se mudou para a sede do município exatamente no rio
Igarapé-Miri velho. Rosalina os acompanhou até a Boca da Espera, local onde foi
atacada pela Cobra Grande da Ponta Negra. Foram três dias de luta até Rosalina
afincar no olho da outra cobra Grande uma menor estaca de madeira que estava na
beira do rio. A cobra Grande da Ponta Negra largou a cobra Grande do Jatuíra e
saiu serpenteando de dor em direção à Vila Maiauatá. Cansada e desgastada pela
batalha Rosalina sentiu dificuldades em se adaptar ao rio Igarapé-Miri pela
largura do rio até achar na localidade Jatuíra exatamente em uma dobra a parte
mais larga do pequeno rio um poço bastante fundo para descansar. Hoje o
balneário do Jatuíra é conhecido nacionalmente pela cobra que lá habita.
No Festival do Açaí, acontece
justamente isso. No início do evento acontece à disputa entre as cobras
grandes, do Jatuíra e da Ponta negra, cada cobra sai de seu bairro de origem
com os moradores e vão ao encontro uma da outra para a disputa; São grupos
folclóricos que movimentam o último dia do festival com apresentações teatrais
e danças contando a lenda.
.A dança deve emergir no momento da ação, chamando
essa dança não planejada de improvisação em dança. O importante é não perder de
vista os componentes da dança improvisada. No caso da dança coreografada,
apesar dos movimentos serem planejados anteriormente, existe durante a execução
um estilo pessoal do dançarino. E na dança de improvisação precisa-se ser
praticado e treinado anteriormente, se não os movimentos não fluem,
Nessa
dança são os dançarinos que retratam a vida dos personagens que foram vividos
naquela época, passando de geração a geração, que hoje está registrado no livro
O encontro das cobras grandes de J.Santiago, são 60 relatos que fazem a lenda
está viva no município de Igarapé-miri.
Está
lenda que é repassada para a população através da dança em um espetáculo é de
suma importância para a cultura de igarapé-miri que estava se perdendo e com a
inserção desta lenda folclórica como espetáculo, vem contar de uma forma
diferente para a cidade, que estimula com mais precisão a população a
participarem deste espetáculo.
CONTEXTUALIZAÇÃO
OBJETIVOS
OBJETO: A dança das cobras no Festival do açaí em Igarapé-miri.
OBJETIVO GERAL: Descrever como acontece O encontro das cobras no festival do açaí em
Igarapé-miri.
OBJETIVOS
ESPECÍFICOS:
- Apresentar como se dá o
encontro das cobras no festival do açaí em Igarapé-miri.
- Registrar a dança O encontro
das Cobras, pois, não há registros de pesquisa aprofundando deste
espetáculo.
- Colaborar com a
Etnocenologia, com este estudo deste espetáculo cultural de uma sociedade.
JUSTIFICATIVA
Relevância
pessoal:
Primeiro nascida e criada no município de Igarapé-miri, desde criança
participava de todos os festivais com danças regionais, e tudo que estava
relacionado a cultura eu estava no meio. Até que no ano de 2008 tive que mudar
de cidade e fui morar em Mosqueiro, então foi aí que me afastei da dança, da
cultura de Igarapé-miri, mas as lembranças e tudo que dancei, participei e vivi
naquele município jamais eu vou esquecer pois, o amor que eu tenho pela dança
veio de lá, toda a minha cultura nasceu lá. Infelizmente esse Encontro das
cobras veio acontecer só no ano de 2009 no festival do açaí, quando falo
infelizmente, eu quero dizer que é devido eu não ter estado presente nesse
momento que é histórico para a estória de Igarapé-miri.
Relevância
acadêmica:
É de grande importância trazer este movimento cultural do município para a
Universidade, pois eu como aluna ao pesquisar sobre este movimento cultural de
Igarapé-miri, não conseguir encontrar nada e tudo que eu encontrei era algo
muito superficial. Eu como aluna irei contribuir para a Etnocenologia, pois estuda
as diferentes manifestações culturais, e é isso que venho trazer nesse estudo,
a história de sociedade, da dança, e uma rica cultura escondida, que venho
tirar esse espetáculo O encontro das cobras do município, e leva-la para dentro
da Universidade com o objetivo de contribuir para a ETNOCENOLOGIA e estuda-la
com mais aprofundamento.
Relevância
social:
PROBLEMATIZAÇÃO
E HIPÓTESE
Problematização:
De qual forma eu irei descrever o espetáculo O
encontro das cobras em Igarapé-miri, para mostrar um estudo mais aprofundado
deste espetáculo, por ele ter sido recentemente inserido na cultura em forma de
espetáculo no Festival do açaí, pois, ainda não há nenhum estudo específico que
venha falar sobre esse espetáculo, que embora seja recente em Igarapé-miri, a
população já aguarda ansiosamente para a ida da cobra para o encontro das duas
cobras grande no início do ultimo dia do festival. E como vou chegar a descrever cada parte do
espetáculo e fazer entrevista com os personagens que ronda a lenda, os
moradores dos bairros no qual saem às cobras, com as pessoas que ficam na
organização e na fabricação das roupas, objetos e tudo que venha ser
confeccionado para o espetáculo.
Hipótese:
Através de um estudo de campo, antes e durante o
Festival para que eu possa vim conhecer de fato como é que se dá este
espetáculo em um Festival, para que eu possa conhecer cada pedaço do espetáculo
do início ao término deste encontro das cobras, pois, terei que primeiro
conhecer bastante sobre este espetáculo para eu estudar aprofundo e descrever
esses acontecimentos. E dentro da pesquisa de campo que eu farei, vou
entrevistar cada brincante, desde a que faz a cobra, até a costureira que faz a
roupa desta, para saber se há uma relação antes, de todos os que estão
envolvidos no espetáculo, e filmarei todo o espetáculo. E é a partir desta
pesquisa de campo que eu irei descrever tudo o que eu presenciei como
pesquisadora, para repassar está pesquisa para um trabalho mais elaborado.
ESTADO DA ARTE
Loureiro paes (2000) BOI DE PARENTINS
Eder Mendes = A dança da onça
METODOLOGIA
Método: Minha metodologia será
básica, pois eu só irei buscar conhecimentos através de meu objetivo que será
exploratório, para conhecer mais aprofundo o meu tema escolhido, com a
modalidade de fazer entrevistas, fotos e filmagens, para eu conseguir juntar
informações o suficiente para um procedimento bibliográfico, com a natureza
quantitativa que será meu local de realização em campo.
Fontes: Organizadores, brincantes,
costureiras, pessoas entrevistada, moradores, e espectadoras.
Procedimento:
Limitação: Não irei ter limitações quanto ao espaço geográfico,
mesmo sendo distante de minha localidade eu terei onde me hospedar, e terei o
meu espaço de pesquisa garantido devido eu ter o conhecimento familiar
implantado na secretaria de cultura do município. Mas em quando textos e
pesquisas anteriores eu terei limitações devido não ter nenhuma pesquisa
aprofundada sobre este meu tema escolhido.
ANEXOS
Os brincantes levando a Cobra grande Ponta negra.
Esta imagem foi do primeiro encontro das cobras.
Estes são os brincantes levando a cobra Rosalina do
jatuíra.
Brincante Lígia de Castro que vem como a
Cobra Rosalina do jatuíra.